Por que os talentos são demitidos? Simples, porque há chefes como a Dilma nas empresas

29 Dezembro 2018 Escrito por 
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Leonardo Bianchi

Jornalista e mestre em administração. Professor de Gestão, empreendedorismo, marketing, comunicação e inovação
 

Por que os bons morrem cedo? Por que muitas empresas não conseguem segurar os talentos? Acho que a primeira pergunta é saber se as empresas querem reter os melhores. Entre a retórica e a prática existem enormes gaps. Gênios são criativos, possuidores de muitas ideias, querem colocar muitos projetos para andar concomitantemente, fazem muita gente trabalhar, isto cansa. Alguém discorda?

Estes pensadores, usualmente chamados de “fora da caixinha”, são, em sua maioria, "petulantes". Onde já se viu argumentar com o chefe? Imagina, estudar mais que o big boss e ainda ter o atrevimento de questioná-lo. Perguntar o porquê de fazer pelo jeito mais difícil, se há um modo mais fácil. As empresas sabem que precisam destes profissionais, mas não gostam deles, nem os toleram! Prova disto é que poucas empresas têm gênios em cargos de chefia, salvo as de tecnologia e inovação, podemos contar nos dedos, usando a mão do ex-presidente Lula, as que gostam de talentos.

Talentos só são bem vindos em palestras, o RH ainda não sabe lidar com este perfil, muito menos a chefia direta!

Acredito que os talentos precisam procurar novos lugares, empresas onde se cultiva criatividade, espaço em que os diretores, estes intermediários que empatam qualquer foda, também sejam talentosos, tarefa difícil. Por enquanto, ninguém quer um gênio. Diretor talentoso tem equipe talentosa. Já diretor porqueira, este tem equipe bem mais ou menos.

A ingrata vida de um trainee

Já percebeu que é questão de tempo para o trainee tomar um chute na bunda? Tão certo quanto ser trainee, é ser demitido por ter sido trainee. Se você conhece alguém que tenha sido trainee, pergunte a ele o porquê o demitiram. A resposta não será muito distante de: “excesso de criatividade”. Mas a empresa alegou que é porque ele não chega na hora, é desorganizado, trabalha de um modo estranho, é arrogante. Os “talentos” sempre são chamados de arrogantes, na melhor da hipótese, de atrevido por não chamar o presidente da empresa de “mestre, digníssimo senhor, doutor, magnificência” e mais uns dois outros três títulos que o presidente merece. Vice-presidente e diretores podem ser chamados só de “doutor”.

Já que somos provincianos e precisamos mostrar poder em cima dos talentos, vamos levando com a barriga nossas empresas e o nosso mercado. Sem partidarizar, a Dilma é um exemplo disto! Já imaginaram como seria um gênio talentoso, desinibido, sem papas na língua, assessorando a Dilma?

E são tantas Dilmas por aí....

Nas empresas sobram pessoas como a Dilma em cargos de chefia, alias, é o que mais se vê. Em um país como nosso, pobre, sem educação, que empresas enriquecem pagando propina para servidores públicos, não importa ser bom ou não. Importa o quanto se é querido pelo chefe, ai tem que ser bajulador. Neste caso, o gênio não serve. E que se dane a qualidade do serviço, em Belo Horizonte, em plena Copa do Mundo, um viaduto caiu! Pasmem... um viaduto desabou. Se isto aconteceu e ninguém, até hoje, foi preso ou punido, não há um motivo racional que explique a necessidade, neste caso, da contratação de um engenheiro talentoso, pelo menos mediano. No fundo, sabemos que qualquer porqueira serve, até os que derrubam viadutos ou passarelas, como no RJ. 

Alguém discorda?

 

 

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